terça-feira, 14 de junho de 2011

capeta-capital ou capetalismo


por Jader Resende
Dizem ter perdido toda família num incêndio do Gran Circo Norte- Americano, ocorrido no dia 17 de dezembro de 1961.
No dia seguinte ao incêndio que culminou com a morte de cerca de 500 pessoas, José acordou alegando ter ouvido "vozes astrais" - segundo suas próprias palavras -, que o mandavam abandonar o mundo material e se dedicar apenas ao mundo espiritual e ajudar o próximo.
Para o bem da humanidade surge o Profeta Gentileza, personagem que fazia pregações e inscrições pacíficas sob viadutos.
Cabelos e barbas longos, vestido sempre com uma túnica branca.

"Gentileza era gentileza pura"

Justo por confortar as vitimas da tragedia o taxaram como louco e para justificar inventaram que perdeu a família no incêndio do circo acontecido dias antes.
Dentro do que consideramos padrão de loucura, mais um louco que merecia ser internado e ignorado.
Lamentavelmente a loucura excluí politico com uma fortuna declarada de varias centenas de milhões e ainda assim mantem 3 duzias de homens em trabalho escravo na sua fazenda, isto não é loucura mas gentileza era considerado louco, não importa se sua vida foi exemplo de honestidade e riquissimos significados humano.
Gentileza também provou a força existente nos idosos e deixou uma mensagem de grandeza e dignidade.

Jader Resende


O Texto abaixo sobre o profeta gentileza
foi Copiadooo do gran circuincêndioio

PESQUISA E SELEÇÃO DE MATERIAS:CLAUDIO DE OLIVEIRAVIEIRA
CONTATO:claudiodeoliveiravieira@gmail.com ou claudiodeoliveiravieira@yahoo.com.br

PROFETA GENTILEZA
Diz a lenda que o Profeta Gentileza perdeu toda a família e enlouqueceu no incêndio do Gran Circus Norte Americano, uma tragédia que matou cerca de 300 A 500 pessoas em Niterói quando ainda era José Dantrino, o empresário dono de uma empresa de cargas em Guadalupe, mas o próprio Gentileza dizia: "No dia 23 de dezembro de 1961 eu recebi o chamado de três vozes astrais para deixar o mundo material, e viver o mundo espiritual na terra. Eu deveria vir como São José para representar Jesus de Nazaré na terra, perdoar toda a humanidade e mostrar o caminho da verdade que é o nosso Pai. (...) Fui ao Circo ser o consolador de todos que chegavam desesperados porque perderam papai, mamãe...". Após a tragédia, virou o Profeta Jozze Agradecido ou Gentileza e criou o universo paralelo Paraíso do Gentileza no local do incêndio onde morou por quatro anos antes de começar a peregrinação. Nas décadas de 70 e 80 era muito comum encontrar uma figura que andava pelas ruas do Rio com longos cabelos grisalhos e enorme barba branca, metido numa bata repleta de apliques e paracangalhos, carregando bandeiras e tábuas que simbolizavam a mensagem de um esforço descomunal para propagar o amor, a beleza, a perfeição, a bondade, a riqueza e a natureza. Com o tempo virou um estandarte que desfilava com o propósito dos céus, e a cada passo seu, cada esforço simbolizava a luta pela propagação da paz, pela fraternidade, enfim, pela gentileza. Era o Profeta Gentileza, ou José Dantrino, nascido no ano de 1917 na cidade de Cafelândia, interior de São Paulo e encantador do cotidiano de jovens, idosos, bons, maus, homens, mulheres e crianças. O artista andante, o cavalheiro montado na palavra do criador, o louco pé no chão de uma cidade impecável pela beleza e crueldade. O louco pé no chão do paraíso do Senhor que peregrinava através dos olhos alheios sem nunca pedir um centavo pela pregação que fazia. Ele dizia: "Não quero seu dinheiro, quero muito mais, quero o seu espírito para Deus." E fez isso incansavelmente por 35 anos. Sua presença era conhecida por toda a Baixada Fluminense, na maioria dos bairros do Rio e até no interior do Brasil, um andarilho incansável, uma presença inquestionável de perseverança e dignidade. Caminhando pelas águas da Baía de Guanabara, era o "Pregador da Lancha", todos conheciam aquela figura celestial, por onde passava virava lenda ou motivo de chacota. Em São Gonçalo e Niterói virou um monumento, uma estátua em movimento tombado pela história de sua vida, pela presença de seu esplendor. Por fazer parte integral da história dessas cidades virou um patrimônio de coração pulsante. E lá ia o Profeta Gentileza, movendo-se pelo Brasil inteiro para mostrar a visualidade do verbo, pregar a mudança plástica no coração da comunidade. Foi várias vezes interno do hospital psiquiátrico de Jurujuba e por onde passou deixou sua marca física e visual num mundo acimentado pelo desconforto da falta de cores. No início da década de 80 começou a fazer a grande obra de sua vida, pela qual é lembrado e será lembrado por muito e muito tempo, pintou 56 profecias visuais, os ditos livros urbanos, nas pilastras do Viaduto do Gasômetro. Sua obra começou na Rodoviária do Grande Rio, passou pelo Caju e foi até a Avenida Brasil acompanhada de um simbolismo etéreo, onde criou uma linguagem baseada na Santíssima Trindade, através de signos religiosos munidos de uma lógica de simbologia trinitária e quaternária. Gentileza dizia: "O Univvverrsso é a criação conjunta de F/P/E (Pai, Filho, Espírito Santo) em VVV e duplamente participação em RR e SS", e dizia mais: "Amorrr material se escreve com um R, o amor universal se escreve com três R, ou seja, um R do Pai, um R do Filho e o outro R do Espírito Santo - Amorrr".Nessas obras, o Profeta definia o capitalismo como o mal do mundo denominando-o como "capeta-capital" ou "capetalismo" e nos mostrava com sua linguagem original que a verdadeira religião está no nosso coração. Fez o caminho de todo grande artista que se presa, mostrou que a verdadeira mudança está no sofrer dos passos firmes da incorrupção de uma vida toda, mostrou que a mensagem sublime, a arte, é um sentimento que deve ser descoberto dentro das maiores profundezas pessoais e que para entendê-lo é preciso aflorar o que está incólume dentro do peito, todos os anseios por liberdade, justiça, amor... Tudo com uma dose necessária de loucura lírica nos olhos de regente.
O Profeta Gentileza morreu em 1996 e desde sempre O Galo venerará a sua ideologia, a sua arte, o seu modo de viver, enfim, a sua dignidade de pisar na terra.

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